Ah! Quem dera o ruir destas paredes me fosse audível. Ousariam dar-me um – somente um – motivo para esta agonia que de minh’alma se apodera com singular facilidade? Queria que um lampejo divino me viesse, e que alguma epifania encontrasse com a minha carne fraca, sustentando-a em meio às chamas de uma temerosa paixão. Queria que o mesmo vento, que com as belas madeixas negras dança a valsa celestial, entregasse ao meu coração uma direção. Um caminho. Um sinal. Algo. Queria que do meu espírito surgissem asas de fênix, e que com elas eu percorresse todo este Planeta Água em busca de alguém com o dom de revelar meus medos. Esta pessoa não só fará com que todas as minhas inseguranças e infelicidades se revelem, mas também as exaurirá com a força do amor. Deus, você está me ouvindo? Ou, para Você, minha voz é como o ruir de paredes que há tanto me deixa inquieto?
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Que forte .. somos ouvidos e ouvimos sempre, quando estamos dispostos a transformação interior . Adorei
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